Editorial

A chacoalhada foi dada

Brasil - A juíza Perla Saliba Brito que decretou a prisão temporária por 30 dias de cinco suspeitos de responsabilidade no rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, Minas Gerais, disse no mandado de prisão, cumprido pela polícia na manhã de ontem em São Paulo e em Minas Gerais, que “havia meios de se evitar a tragédia”.

Os cinco suspeitos foram levados para a penitenciária Nelson Hungria na região metropolitana de Belo Horizonte: engenheiros André Yassuda e Makoto Namba, presos em São Paulo e o geólogo Cesar Augusto Paulino Grandchamp, Ricardo de Oliveira, gerente de meio ambiente e Rodrigo Arthur Gomes de Mello, gerente executivo, presos em Minas Gerais. Todos ligados à mineradora Vale.

A juiza não teve dúvidas e mandou para a cadeia o geólogo e engenheiros após ter acesso à recentes declarações de estabilidade das barragens da Vale, informando que tais estruturas se encontravam em consonância com as normas de segurança, o que a tragédia demonstrou ser inverídico, argumentou a magistrada.

Sobre os executivos detidos, a magistrada disse que ambos “são diretamente responsáveis pelo regular licenciamento e funcionamento das estruturas das barragens”.

Há indícios, segundo a juíza, de autoria ou participação dos cinco em crimes ambientais, de falsidade ideológica e homicídios.

A decisão judicial foi rápida e vai servir de lição a todos os profissionais de todas as áreas de atuação, de que eles são responsáveis por tudo que assinam, ou deixam de assinar, para o bem da sociedade e que vão responder civil ou criminalmente pelos seus atos.

É mais uma forma encontrada pela justiça para barrar a corrupção, as irresponsabilidades e, principalmente, a impunidade.

A chacoalhada foi dada, agora é só esperar que as peças se encaixem em seus devidos lugares.

É assim que tem de ser a justiça!






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