Editorial

Protestos contra corte na educação pelo Brasil

Brasil - Os vinte e seis estados e o Distrito Federal tiveram ontem protestos contra o contingenciamento do orçamento do Ministério da Educação.
Pelo menos cento e cinquenta e seis cidades do país receberam estudantes, professores e profissionais de educação que saíram às ruas para se manifestar contra o bloqueio anunciado pelo MEC.
Segundo o ministro Abraham Weintraub, o contingenciamento do orçamento das instituições federais de ensino superior foi de 3,4%, porque o bloqueio de 30% irá atingir apenas as despesas não obrigatórias das instituições, que representam menos de 12% do orçamento do MEC.
Os protestos não foram pacíficos como esperavam as autoridades policiais, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a manifestação dos estudantes foi interrompida com uma confusão. Durante a passeata, a Brigada Militar precisou usar bombas de gás lacrimogênio para dispersar manifestantes no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Não houve relato de pessoas feridas.
Enquanto a Brigada Militar continha os ânimos em Porto Alegre, o ministro Weintraub participava de sabatina na Câmara dos Deputados, e lá também houve discussões e bate-boca, como já era de se esperar.
O ministro explicou que o a proposta do governo na realidade era contingenciamento de verbas e não corte de verbas como dizem os estudantes.
O presidente Jair Bolsonaro que está em Dallas, nos Estados Unidos, foi questionado por jornalistas sobre os protestos da educação e respondeu chamando os manifestantes de “idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra”. E foi além: “se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe de nada.
Ainda no congresso, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, culpou os governos anteriores pela decisão de contingenciar recursos. Segundo ele, o orçamento foi feito pelos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. Arrancando aplausos dos parlamentares, disse que Jair Bolsonaro não é o verdadeiro responsável pelos bloqueios.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou novo protesto contra o contingenciamento de recursos para o dia 30 de maio, anunciou a presidente da entidade, Marianna Dias.
Na noite de ontem também houve protestos violentos no Rio de Janeiro, o vandalismo tomou conta de uma praça e até um ônibus foi incendiado. Universidades públicas liberaram os alunos para saírem às ruas para protestar.

Foto:Divulgação Sindmetalsjc

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