Editorial

Se depender do STF Lula passa inverno na cadeia

Brasil - Se depender da decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, o inverno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será atrás das grades na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba – Paraná, e lá o frio é intenso.

O STF retirou da pauta o habeas corpus que estava marcado para ser julgado ontem e colocou o processo para voltar à pauta em agosto, quando o tribunal volta aos trabalhos após o recesso de julho.

Ontem a tarde os advogados de Lula pediram ao STF que a data do julgamento fosse mantida. A defesa argumentou que o habeas corpus foi impetrado em novembro do ano passado para que fosse reconhecida a suspeição do então juiz Sergio Moro para processar e julgar o ex-presidente e, consequentemente, reconhecer a nulidade de todos os atos por ele praticados na ação penal do tríplex, além de soltura do ex-presidente. Mas não foi isso o que aconteceu. O Supremo manteve o adiamento e Lula vai continuar preso.

O advogado de defesa do ex-presidente, Cristiano Zanin, disse que seu cliente está preso há mais de quatrocentos e quarenta dias e os processos envolvendo réus presos têm prioridade de julgamento.

A presidente da Segunda Turma, ministra Cármen Lúcia, colocou o caso em último lugar em uma fila de onze processos e, por esse motivo, o ministro Gilmar Mendes decidiu, então, colocar o adiamento da discussão para depois do recesso por não haver tempo para debater o caso, o seu voto tem mais de quarenta páginas.

O relator da Operação Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin e a ministra Cármen Lúcia já votaram contra a liberdade de Lula.

Faltam se posicionar os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e o decano Celso de Mello. Os dois primeiros já se posicionaram que são contra os métodos da Lava Jato, dessa forma, não será surpreendente se eles votarem contra o ex-juiz Sergio Moro.


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