Editorial

Agora é a vez de Delfim Netto

Brasil - A situação do ex-ministro da Fazenda no regime militar, Antonio Delfim Netto, a cada dia que passa parece se complicar ainda mais. O pecuarista José Carlos Bumlai delatou à Polícia Federal que se encontrou com o ex-ministro no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, em meados de 2010.

A reunião foi marcada para discutir a construção da usina de Belo Monte e virou alvo da operação Buona Fortuna, fase de número quarenta e nove da Operação Lava Jato e pelo que vem pela frente não vai acabar tão cedo assim. A Buona Fortuna foi deflagrada na última sexta-feira, dia 9, e fez buscas na casa e no escritório de Delfim Netto.

A Lava Jato afirma que o poderoso ex-ministro do milagre econômico, embolsou em torno de quinze milhões de reais em propinas das empreiteiras responsáveis por parte das obras de Belo Monte.

Tudo o que havia começado lá atrás, há alguns anos, voltou à tona: na reunião no Maksoud Plaza estavam presentes o ex-senador - que foi preso e depois cassado, Delcídio do Amaral, Delfim Netto, seu sobrinho Luiz Appolonio Neto e José Carlos Bumlai.

Essas informações foram prestadas à Lava Jato pelo pecuarista “amigo” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Todos os envolvidos já correram com seus advogados para se defender: os de Delfim Netto disseram que o professor não ocupa cargo público desde 2006. Os valores que recebeu foram honorários por consultoria prestada.

Será que o ex-ministro Delfim Netto poderá fazer companhia ao ex-governador e deputado federal Paulo Maluf no Presídio da Papuda, em Brasília? Maluf tem 86 anos, Delfim Netto 89.






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