Editorial

Embraer x Boeing justiça nega garantia de empregos

Internacional - O pedido de liminar do Ministério Público do Trabalho para que a União condicione a venda da Embraer para a Boeing à apresentação de garantias de que os postos de trabalho serão mantidos, foi negado pela Justiça do Trabalho.

O Ministério Público já informou que vai recorrer da decisão, ingressando com um mandado de segurança, e que aguardará também o julgamento da ação.

O juiz Bernardo Moré Frigeri, que indeferiu o pedido de liminar, entendeu que o exercício da “golden share” pela União, inclusive para fins de preservação de empregos, é ato discricionário, livre de restrições.

Mas o Ministério Público já tinha entrado com uma ação pedindo que as empresas apresentassem garantias de empregos, bem antes do anúncio no avanço das negociações.

Como as empresas não deram as garantias solicitadas, o Ministério Público do Trabalho recomendou à União que fizesse essas exigências.

A resposta do governo foi que o assunto não é o foco de acompanhamento.

Na ação enviada à Justiça do Trabalho, os procuradores citam trechos de discursos do presidente americano Donald Trump, em que afirma que exigirá que empresas produzam nos Estados Unidos e contratem trabalhadores americanos.

Embraer e Noeing não quiseram comentar o assunto.

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