Trânsito

Mortes por atropelamento aumentam na Dutra no trecho do Vale

Vale do Paraíba - 30 pessoas foram atropeladas na Dutra, entre Jacareí e Queluz, de janeiro a julho deste ano. 12 delas morreram - o número é 33% maior que no mesmo período do ano passado, quando 9pessoas morreram vítimas de atropelamento na rodovia. A informação é da concessionária NovaDutra, que administra o corredor.

A estrada, que é uma das mais movimentadas do país e foi construída na década de 1950, tem 150 quilômetros que cruzam as cidades da região. A travessia de pedestres impõe riscos.

"Muito perigoso atravessar, devia ter passarela a cada 200 metros. Se tivesse aqui onde vou atravessar, eu iria por ela, mas está a 1,5 quilômetro", disse o comerciante Ivan Vandeira, de Caçapava. Para ir ao trabalho, ele atravessa todos os dias a Dutra.

A rodovia tem 27 passarelas na extensão do Vale do Paraíba. E outras 4 estão em construção, sendo uma em São José, duas em Roseira e a última em Lorena, e serão entregues até o fim deste ano.

Na região de São José, dois pontos são considerados críticos à travessia de pedestres- em frente à montadora General Motors, na zona leste; e em frente a uma universidade, no limite com Jacareí.

Um ciclista morreu no começo do mês ao tentar atravessar a rodovia. Dias antes outra pedestre morreu atropelada na Dutra, em Pindamonhangaba.

O engenheiro especialista em tráfego e projetos viários, Ronaldo Garcia, avalia que o número de passarelas é insuficiente. "A rodovia 'bloqueia' a cidade em algumas partes e, por isso, as pessoas precisam usa-la para acessar o outro lado. O tráfego de veículos já é disciplinado, o de pessoas não. São poucas passarelas que possibilitam ao pedestres cruzarem para pegar uma condução [por exemplo]", disse.

Ele ainda explicou que os atropelamentos são resultado da dificuldade que os pedestres têm de avaliar o tempo para travessia."O pedestre tem muita dificuldade de avaliar a velocidade, ele acha que dá, porque ele olha o carro mas ele se esquece que a 100 km/h o veículo anda 30, 40 metros por segundo", explicou.

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