20/05/2024 06:39

Desconto? Vendas na Black Friday devem ter queda de 6,5% em relação á 2020

As vendas e o desconto da promoção Black Friday deve apresentar neste ano a primeira queda, desde 2016, se for descontada a inflação acumulada em 12 meses. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o dia de promoções, marcado para 26 de novembro, deve ter um recuo de 6,5% em relação ao ano passado.

A CNC espera que as vendas cheguem a R$ 3,93 bilhões no país. É o maior valor nominal desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional. Mas como a inflação em 12 meses acumula variação de 10,67%, em termos reais a Black Friday deverá ter uma queda em relação ao ano anterior.

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Edição 20202

Na edição de 2020, foi registrado um valor nominal de vendas de R$ 3,78 bilhões, que superaria os R$ 4 bilhões se o montante fosse corrigido pela inflação.

A expectativa é que mais da metade das receitas venha do desconto dos setores de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,10 bilhão) e de eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 906,57 milhões).

Outros segmentos

Outros segmentos com expectativa de receita relevante são hiper e supermercados (R$ 779,09 milhões) e de vestuário, calçados e acessórios (R$ 693,12 milhões).

A CNC coletou diariamente mais de 2 mil preços de itens agrupados em 34 linhas de produtos ao longo dos últimos 40 dias, encerrados em 16 de novembro. Desses, 26% revelaram tendências de redução de preços no período – percentual abaixo dos 46% observados às vésperas da Black Friday de 2020, quando a taxa de inflação era de 3,9%

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Inflação

A escalada da inflação deve ter impacto direto nas vendas e no desconto de fim de ano em 2021. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o volume de vendas da Black Friday deve cair pela primeira vez em 5 anos.

A data deve movimentar R$ 3,93 bilhões no país este ano, projeta a entidade. Caso a estimativa seja confirmada, o faturamento das vendas online e presenciais apresentará crescimento de 3,8% em relação ao 2020. No entanto, ao descontar a inflação o volume terá um recuo de 6,5% — o pior desempenho desde 2016.

A CNC avalia que o ritmo atual da inflação anualizada tem se mostrado um problema à expansão do volume de vendas, ainda que o comércio online tenha ganhado força após o surgimento da Covid-19.

Antes da pandemia, o e-commerce brasileiro crescia a uma taxa anual média de 14,1%. Esse ritmo saltou para 46,2%, segundo levantamento da CNC baseado nas emissões de notas fiscais eletrônicas computadas pela Receita Federal do Brasil.

O presidente da entidade, José Roberto Tadros, afirma que as vendas deste fim de ano ainda são positivas, apesar do cenário com desconto menor.

“A facilidade de comparação de preços online, em um evento caracterizado pelo forte apelo às promoções, incentiva a competitividade e influencia o aumento expressivo da data no calendário do varejo”, analisa.

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Principais produtos

A projeção da CNC é de que, neste ano, os segmentos de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,105 bilhão) e de eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 906,57 milhões) dominem o desconto da Black Friday.

Eles deverão responder por mais da metade (51,2%) da movimentação financeira prevista.

Outros destaques serão os ramos de hiper e supermercados (R$ 779,09 milhões) e de vestuário, calçados e acessórios (R$ 693,12 milhões).

De acordo com levantamento do economista da CNC Fabio Bentes, os produtos com as maiores chances de desconto efetivos e respectivas variações de preços nos últimos 40 dias são:

headsets (-13,0%)
perfume feminino (-10,4%)
creme hidratante (-7,2%)
protetor solar e bronzeador (-4,2%)
caixas de som bluetooth (-3,4%)

No entanto, o economista ressalta que, dado o reajuste recente de preços, as chances de desconto efetivo em consoles de videogames e jogos eletrônicos são reduzidas.

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