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Padrasto que decapitou bebê vai a júri popular

O júri de Diogo da Silva Leite, padrasto da bebê Maria Clara, morta decapitada em Pindamonhangaba em outubro de 2020, está marcado para às 9h10. O crime comoveu a cidade.

Ele está preso e responde por homicídio triplamente qualificado: de maneira que impossibilitou a defesa da vítima, ainda bebê; com uso de meio cruel e feminicídio. Além disso, ele ainda responde por ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime.

Diogo saiu com a afilhada de um ano no dia 13 de outubro para um passeio e na volta contou à companheira que a menina havia sido raptada. A polícia chegou a ser acionada, mas desconfiou da versão do homem que levou cerca de seis horas para comunicar o desaparecimento às autoridades.

A polícia conseguiu as imagens de câmeras de segurança do local onde o suposto rapto teria acontecido e contestou a versão do padrasto, que confessou o crime. À polícia ele contou que matou a criança decapitada com um facão e abandonou o corpo às margens de uma estrada em Quiririm, em Taubaté.

O caso chocou a cidade e comoveu moradores que incendiaram a casa em que o homem vivia com a mãe da bebê. À época, a jovem estava grávida e teve de deixar a cidade por medo de represálias. O pai de Maria Clara tem mais dois filhos com a mãe da bebê, que ficaram com ele.

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