18/05/2024 09:21

Taubaté iniciou fiscalização de velocidade por meio de lombadas eletrônicas

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A Prefeitura de Taubaté iniciou nesta quinta-feira, dia 14 de outubro, a fiscalização de velocidade por meio de lombadas eletrônicas em seis novos pontos estratégicos do município.

A iniciativa tem como objetivo conter o excesso de velocidade em importantes vias da cidade.

As instalações tiveram início no mês de agosto em regiões com histórico de velocidade muito altas e também atendendo aos pedidos e reclamações de moradores para  fiscalização das regiões escolhidas.

Todos os locais foram previamente monitorados pela Semob para comprovar a necessidade da implantação desses equipamentos.

Veja a relação dos endereços em que os equipamentos de fiscalização estão instalados e a velocidade permitida em cada um deles:

– Avenida General de Divisão Luiz Paulo Fernandes de Almeida, Esplanada Independência, 50 km/h

– Avenida Itália, nº 1415, sentido centro-bairro, 50 km/h

– Rua Professor Ernesto de Oliveira Filho, Esplanada Independência, 60 km/h

– Avenida Itália, nº 306, sentido bairro centro-bairro, 40 km/h

– Avenida Itália, oposto ao nº 306, sentido bairro centro-bairro, 40 km/h

– Avenida Nivaldo Bonafé Fortes, São Gonçalo, 50 km/h

Todos os equipamentos foram instalados há mais de 30 dias e desde então estavam desempenhando um papel educativo, ou seja, sem a aplicação de multas, apenas para as pessoas tomarem ciência da instalação.

A aferição nos equipamentos foi realizada nessa mesma data.

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O que é Mobilidade Urbana

A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.

Problemas de mobilidade urbana no Brasil

O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão de fiscalização. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal para o mercado automobilístico (como a redução do IPI) e a baixa qualidade do transporte público contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e outros, um elemento presente até mesmo em cidades e localidades que não sofriam com essa questão.

Outro fator que contribui para aumentar o problema da falta de mobilidade urbana no Brasil é a herança histórica da política rodoviarista do país, que gerou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção. Com isso, aumentou-se também a presença de veículos pesados, como os caminhões, o que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito no Brasil.

A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com esse problema. Em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Aparentemente, as medidas criadas para combater essa questão não foram de grande valia, tais como: o sistema de rodízio de automóveis, a construção de mais ruas, viadutos e avenidas para a locomoção, entre outras.

A grande questão é que, segundo especialistas, não há perspectiva de promoção de uma real mobilidade urbana no Brasil se as medidas adotadas privilegiarem o uso do transporte individual. É preciso, pois, melhorar as características do transporte público de massa, com mais ônibus, metrôs e terminais. Além disso, incentivos a meios de transporte como as bicicletas, além de contribuir para essa questão, ajudam a reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Por isso, a construção de ciclofaixas ou ciclovias surge como uma saída viável e inteligente.

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Outra solução apontada para combater o inchaço de veículos nas cidades é a adoção do chamado pedágio urbano, o que gera uma grande polêmica. Com isso, os carros e motocicletas teriam de pagar taxas para deslocar-se em determinados pontos da cidade, o que recebe apoio de muitos especialistas, mas também o rechaçamento de outros. Se, por um lado, essa medida estimularia o transporte coletivo ao invés do individual; por outro, as críticas colocam que apenas a população de menor renda média é que seria direcionada para esse sentido, o que representaria, em tese, uma exclusão desse grupo ao espaço da cidade.

Vale ressaltar também que o modelo histórico de organização do espaço geográfico brasileiro não contribui para uma mudança desse cenário. Afinal, ao longo do século XX, houve uma rápida urbanização do país, que assistiu a um acelerado processo de crescimento das cidades e também de metropolização, ou seja, a concentração da população nas grandes metrópoles. Se o país tivesse passado por um processo de reforma agrária adequado, de forma a conter o elevado êxodo rural e, consequentemente, os níveis de urbanização, talvez essas e outras questões urbanas fossem de mais fácil resolução.

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