14/06/2024 18:15

Vendas da Páscoa devem crescer 5% na RMVale

Páscoa ovos de chocolate

As vendas relativas à Páscoa na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, devem crescer 5%, em relação ao ano passado, em especial com os ovos de chocolate, de acordo com as projeções do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região).

A data é uma das mais importantes do ano para os supermercados e lojas especializadas em chocolate.

As projeções otimistas estão baseadas no desempenho recente do varejo da região, já que as vendas estão aquecidas.

O faturamento real cresceu 7,1% em 2023, atingindo R$ 59,8 bilhões e batendo o recorde histórico da série iniciada em 2008. O mês de dezembro de 2023 também foi o melhor da história exibindo um crescimento real de 5,8% em relação ao mesmo período de 2022.

“O varejo de nossa região vive um bom momento e as datas sazonais são sempre importantes para o comércio.

A Páscoa costuma movimentar alguns segmentos mais específicos, como a venda de ovos de chocolate, mas já vem também a nova estação outono/inverno, aguardado pelas lojas de roupas e calçados e o Dia das Mães, melhor período desde primeiro semestre”, comenta o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

O mercado de trabalho também tem refletido o bom desempenho das vendas. O comércio varejista de doces, balas, bombons, ovos de chocolate e semelhantes encerrou o ano com um estoque de 739 empregados celetistas, um crescimento de 16,9% em relação a dezembro de 2022, confirmando o bom momento deste segmento.

Além disso, as sucessivas quedas da taxa de desemprego e a geração de empregos com carteira assinada eleva o contingente de pessoas em condições de consumir e de comprar ovos de Páscoa.

Para se ter uma ideia, a taxa de desemprego no Brasil encerrou o ano em 7,8%, a menor desde 2014. No Estado de São Paulo, foram abertas mais de 390 mil vagas com carteira assinada e na Região do Vale foram gerados 18.444 empregos.

Preços de itens relacionados à Páscoa sobem moderadamente

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referentes ao mês de janeiro.

Com base nas informações da pesquisa referentes à Região Metropolitana de São Paulo, mas que podem ser replicados para a região do Vale do Paraíba, o Sincovat fez um levantamento para saber quais dos itens que fazem parte da ceia de Páscoa ficaram mais baratos ou mais caros em relação ao ano passado.

A boa notícia é que o preço dos chocolates em barra e bombons subiu apenas 2,8% nos últimos 12 meses, bem abaixo da inflação média geral (4,51%).

Entretanto, o preço do cacau mais que dobrou nos últimos 12 meses e isso pode refletir nos preços dos ovos de Páscoa. Outra boa notícia é que os preços do grupo pescados subiram em linha com a inflação geral (+4,57%) e há opções com preços semelhantes ao ano passado como o cação (+1,85%) e a pescada (+1,57%) e até mais baratas como a merluza (-2,74%).

Por outro lado, a tilápia subiu 16,08%. O preço do salmão, com a taxa de câmbio mais comportada, variou apenas 0,47%.

A má notícia é que os itens que costumam servir de acompanhamento tais como arroz, batata e pimentão subiram de preço em ritmo superior à inflação geral.

O preço do arroz subiu 25,92% no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro. A batata e o pimentão tiveram seus preços elevados em 14,29%, e 8,18%, respectivamente.

Em contrapartida, o tomate sofreu uma queda no preço de 6,13% e a cebola variou -1,88%. Itens como azeite de oliva e azeitona subiram 39,35% e 2,77%, respectivamente.

Por fim, as bebidas também ficaram mais caras, com destaque para o suco de frutas (+8,54%) e para o refrigerante e água mineral (+6,15%). A cerveja subiu 3,96% e o vinho variou apenas 2,22%.

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