24/04/2024 12:05

Homem que matou a companheira é condenado a 17 anos de prisão

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Homem que matou a companheira é condenado a 17 anos de prisão. O Tribunal do Júri condenou Joel Felipe Cardoso pela morte da companheira Anna Silvia Cabral. O crime aconteceu em dezembro de 2012 na cidade de Fernandes Pinheiro, na região dos Campos Gerais do Paraná. De acordo com a sentença do juiz Leonardo Silva Machado, o réu foi condenado por homicídio duplamente qualificado e fraude processual, com pena de 17 anos, 1 mês e 15 dias de prisão.

O júri popular teve início na manhã da última sexta-feira (22) e durou aproximadamente 23 horas. Foram ouvidas testemunhas de defesa e de acusação, houve debate e o homem foi interrogado. Por fim, os jurados definiram pela condenação por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel (asfixia), e fraude processual.

Os jurados entenderam que a cadeira de plástico localizada próximo ao corpo da vítima e a corda no pescoço, foram acrescentadas à cena do crime para induzir os peritos ao erro. Um laudo apresentado pela equipe de acusação comprova que Anna Silvia foi assassinada por estrangulamento e não por enforcamento, diferente de como apontou o homem.

Durante o julgamento, a defesa de Joel sustentou a inexistência de suporte probatório mínimo para indicar a autoria do crime e seguiu a linha do suicídio. Além disso, os advogados do homem pediram afastamento de ambas as qualificadoras, declarando que não há materialidade ao crime de fraude processual.

Entretanto, os jurados votaram pela condenação. O advogado que representa a família da vítima considerou justa a decisão.

“A assistência de acusação, que representa a família de Anna, entende a decisão dos jurados como soberana e justa, esperando que eventual recurso tenha trâmite célere para que o condenado passe logo a cumprir a pena pelo ato covarde praticado”, declarou Samir Mattar Assad. A reportagem tenta contato com os advogados que representam Joel.

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Relembre o caso
A morte de Anna Silvia Cabral chocou o estado do Paraná. Na véspera de Natal, no dia 24 de dezembro, a mulher de 34 anos foi encontrada morta. Segundo versão do réu, a vítima estava enforcada embaixo de uma árvore, no quintal da residência onde morava com o companheiro, Joel Cardoso.

A mulher estava com uma corda no pescoço e a princípio o caso foi tratado como suicídio. Joel afirmou que ela se enforcou na árvore, mas nenhuma das testemunhas viu Anna, de fato, pendurada.

“Tocou o celular, e eles (Anna e Joel) usavam juntos o mesmo aparelho, apareceu Anna, pensei ‘é minha filha ligando’. Mas era ele, (Joel) gritando no telefone, dizendo que ela tinha se enforcado, só falou isso e desligou”, contou a mãe de Anna, Luiza Cabral, em 2016.

Poucos dias após a morte, os pais de Anna entraram em contato com o homem para saber detalhes sobre os bens da mulher. Para surpresa deles, o homem revelou que já havia passado todos os imóveis e outros bens para seu nome.

A partir deste momento, os familiares resolveram fazer uma investigação contratada sobre o caso. Os pais foram uns dos primeiros a desconfiarem que a morte poderia se tratar de um homicídio.

“No momento ficamos sem reação, pois fazia pouco tempo que ela tinha falecido e ele não teve preocupação nenhuma com a morte dela […] A vida que ela estava vivendo, jamais ela praticaria suicídio”, declarou o pai de Anna em 2016.

Então em nova perícia, foi constatado que Anna Silvia foi estrangulada e não teria morrido enforcada, como Joel afirmava. Desde então, Joel passou a ser tratado como suspeito.

Além disso, vizinhos do casal revelaram que no dia da morte escutaram gritos e pedidos de socorro. O suspeito também foi apontado com histórico de agressões.

*Joel Felipe Cardoso foi acusado de homicídio duplamente qualificado e fraude processual

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